Notícias

24º Grito dos Excluídos

Em Belo Horizonte, o Grito terá concentração às 9h, na Praça da Rodoviária, região central da cidade.

“Desigualdade gera violência: basta de privilégios!” é o tema que inspira o Grito dos Excluídos 2018. Em sua 24ª edição, a manifestação popular, que tomará conta das ruas e praças de muitas cidades brasileiras nesse 7 de setembro, conclama todos a gritar, denunciando a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema capitalista. Em Belo Horizonte, o Grito terá concentração às 9h, na Praça da Rodoviária, região central da cidade.

O Grito dos Excluídos é um espaço de animação e profecia, aberto e plural, construído de forma processual por pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Uma descoberta, uma vez que agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público.

Saiba AQUI mais informações sobre o Grito dos Excluídos em Belo Horizonte.

Grito que brota do chão

O Grito dos Excluídos não tem um “dono”, não é da Igreja, do sindicato, da pastoral. Ele não se caracteriza por discursos de lideranças, nem pela centralização dos seus atos. O ecumenismo é vivido na prática das lutas, pois os momentos e celebrações ecumênicas são importantes para fortalecer o compromisso.

A proposta do Grito surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999, o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

Povo livre e soberano

Não é possível pensar em verdadeira independência se se ostenta o título de 3º país do mundo em desigualdade social. A manifestação do Grito é realizada no dia 7 de setembro, provocando a todos a atualizar o grito da independência e se contrapondo ao desfile militar. Infelizmente, esse parece mostrar suas armas, não para defender a população e sim para garantir os privilégios da elite que domina o país.

Nesses dias, na campanha eleitoral para presidente da república, um militar que tem apenas patente de coronel se apresenta como representante da extrema direita. Os militares precisam tomar consciência de que esse senhor não representa as forças armadas brasileiras. Essas existem para defender o povo e proteger o país contra inimigos externos e não para incitar a população à violência e ao ódio contra o diferente.

A defesa da pátria se dá de outras formas e para outros fins. Atualmente, seus inimigos não invadem o país com caravelas, nem precisam dominá-la militarmente. Eles se apoderam de terras na Amazônia e compram todas as fontes de água em cidades mineiras do Circuito das Águas. A preço de banana, se apoderam do parque produtivo e de tudo o que o atual governo se dispõe a vender das riquezas naturais do país.

Diante da barbárie a que se está diariamente exposto, os movimentos sociais e representantes de diversos setores da sociedade civil se unem em frentes populares. Organizam iniciativas educativas que conscientizam a população. E, anualmente, no dia 7 de setembro, através da criatividade e do protagonismo dos grupos de base, fazem manifestações e caminhadas para fazer ressoar o Grito dos Excluídos. Seja participando diretamente, seja sendo solidário com essa movimentação, todos são convidados a dialogar e expressar que projeto de país se quer para o Brasil e como se deve pensar a relação entre governo e sociedade civil.

Acompanhe AQUI as notícias do Grito dos Excluídos em todo o Brasil.

Com informações da organização do Grito dos Excluídos em Belo Horizonte e de texto publicado pelo monge beneditino Marcelo Barros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

.