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Cáritas de quatro estados se reúnem em terras capixabas para a realização do Interregional Sudeste

Aconteceu entre os dias 10 e 12 de agosto, no Centro de Treinamento Dom João Batista em Vitória/ES, o Encontro Interregional das Cáritas do Sudeste, que teve como objetivo animar o processo de integração da rede Cáritas no Sudeste, partilhar as deliberações do V Congresso da Cáritas Brasileira e os caminhos do novo quadriênio, além de socializar os monitoramentos dos regionais presentes.

As delegações foram calorosamente acolhidas e participaram, juntas a outros/as convidados/as, de uma Roda de Conversa com o tema Bem Viver e a conjuntura atual, que contou com as contribuições da jovem Célia Xakriabá, da Aldeia Indígena Xakriabá e de Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).

Entre os desafios que o momento atual nos exige, Guilherme Boulos reforçou a importância de darmos valor ao que nos une, mas, também, colocar na mesa o que nos divide, na certeza que não dá para enfrentar o terremoto sozinho, “é preciso fazer um trabalho de base permanente, afim de que o povo seja protagonista da ação”, afirmou o professor. Boulos acredita que o campo progressista precisa estar ligado ao povo “não há outro espaço para nossa construção política que não seja pela rua. A resistência e nosso campo de luta se faz neste espaço”, e finalizou “a formação é algo que tem que se dar à quente, na luta concreta, sem abrir mão dos cursos, isso é importante, mas precisam estar com o pé no barro”.

Para Célia Xakriabá “a melhor liderança indígena não é aquela que se destaca, mas aquela que se mistura tanto que você não a distingue dos demais”. Disse ainda que vivemos uma conjuntura desconjuntada, que precisamos mudar nossas estruturas interiores nessa busca pelo Bem Viver, pela Terra sem males, “o termo desenvolvimento é um termo do capitalismo que não representa aquilo que queremos, precisamos pensar em reenvolvimento”, conclui Célia.

Caminhada em rede

Ao longo do encontro foram partilhados os planejamentos e monitoramentos até então realizados pelos regionais, dentro do sistema da Cáritas Brasileira de Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização (PMAS), que apontaram os desafios e caminhos realizados por cada um.

Foram retomados a missão institucional, as orientações estratégicas, as áreas temáticas e os espaços auxiliares de gestão. Segundo Leninha, da atual Diretoria da Cáritas Brasileira, houve um avanço no debate de gênero, mas ainda é um desafio a participação das juventudes: “é preciso atrair, convocar, pensar um processo de inclusão e participação da juventude”. Dentro da proposta do encontro as Cáritas ainda construíram o Marco Zero e discutiram a inserção de cada uma nas iniciativas Nacional.

Participaram do Interregional Sudeste as Cáritas dos Regionais do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O próximo encontro será realizado em Minas Gerais.

 

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