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Coletiva de imprensa: Atingidos pela Samarco (Vale e BHP) de Mariana e Barra Longa denunciam a contaminação da água, do solo e do ar por metais pesados

Moradores de comunidades atingidas pela lama da Samarco (Vale e BHP), de Mariana e de Barra Longa, convocam coletiva de imprensa na próxima sexta-feira (6), às 14h, no Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, em Belo Horizonte, para denunciar a contaminação da água, do ar e do solo por metais pesados em decorrência do rompimento da barragem de Fundão (Mariana, 2015). A coletiva acontece no mesmo dia em que o relator especial sobre substâncias e resíduos perigosos (tóxicos) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Baskut Tuncak, estará em Belo Horizonte em reunião com organizações da sociedade civil sobre a contaminação das áreas atingidas pelos crimes da Samarco (Vale e BHP), em Mariana, e da Vale, em Brumadinho.

Saiba AQUI mais informações sobre a vinda do Relator Especial dos Direitos Humanos da ONU.

Participam da coletiva Mirella Lino, atingida da comunidade Ponte do Gama, em Mariana, e estudante da UFOP; Marino D’Angelo, atingido da comunidade Paracatu de Baixo e integrante da Comissão de Atingidos pelo Rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (CABF); Lina Anchieta, integrante da Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (AEDAS); e Dulce Maria Pereira, professora da UFOP responsável pela pesquisa sobre contaminação “Diagnóstico Socioambiental de Mariana”.

Acompanhe AQUI a transmissão ao vivo da coletiva de imprensa.

Encomendado pela Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, pela Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (AEDAS) e pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), o estudo é realizado pelo Laboratório de Educação Ambiental, Arquitetura, Urbanismo, Engenharias e Pesquisa para Sustentabilidade (LEA-AUEPAS), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A pesquisa contraria as afirmações da Fundação Renova de que o rejeito depositado nas localidades atingidas é um material que não apresenta riscos ou contaminação.

Segundo a assessoria técnica da Cáritas Regional Minas Gerais aos atingidos de Mariana, o estudo pode ser considerado complementar ao apresentado às comunidades atingidas por representantes do Ministério da Saúde, cuja conclusão é de que as localidades estudadas se enquadram em “perigo urgente para a Saúde Pública” por apresentar riscos às populações expostas aos contaminantes através da ingestão, inalação ou absorção pela pele das partículas de solo e da poeira domiciliar contaminadas.

Nos resultados das análises de solo no município de Mariana, destacam-se os elementos arsênio, cromo e mercúrio detectados acima das concentrações permitidas pela legislação (Tabela 1). Nas análises da água, o arsênio, chumbo, ferro, manganês, mercúrio e níquel também foram identificados em concentrações acima dos valores permitidos (Tabela 2).


Serviço:
O quê: Coletiva de imprensa de atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco (Vale e BHP) para denunciar a contaminação da água, do ar e do solo na região atingida
Quando: Sexta-feira, 6 de dezembro, às 14h
Onde: Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais | Av. Álvares Cabral, 400, Centro, Belo Horizonte
Contatos: Lívia Bacelete, assessoria de comunicação da Cáritas (31) 3412-8743 / (31) 98876-4767

Foto destaque: ato simbólico na comunidade de Bento Rodrigues nos 4 anos do crime da Samarco em Mariana (João Brito/Conectas)

1 Comment

  1. Eu creio que seja tão complicado tomarmos dados separados quando pensamos que toda a região está na região do quadrilátero ferrífero. Acho que três desdobramento destas constatações devem pesquisados: a) outra região que não recebeu rejeitos também possuem metais pesados em suas águas e solos na mesma proporção? b) O fato de existirem metais pesados levam a contaminações e portanto desenvolvimento de adoecimento? c) Mesmo dentro de dados consideráveis aceitáveis para o ministério da saúde a longo prazo sendo um processo cumulativo não resultaria por este fato adoecimentos aos que têm contato com a água, solo e alimentos da região?
    Eu vejo movimentos sociais acreditando que o fato de identificação de metais pesados isoladamente já faria um nexo causal com os rompimentos. É algo mais complexo. Demanda pesquisas e aprofundamentos.

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