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Defender a Matriz de Danos dos atingidos é defender a reparação integral

Atingidas e atingidos pela barragem de Fundão, em Mariana, conheceram mais uma parte da sua Matriz de Danos, nos dias 27 e 28 de agosto. A Assessoria Técnica da Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais e pesquisadores do Cedeplar e do Ipead, ambos da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, apresentaram, para centenas de atingidos, os valores e metodologias participativas de valoração relativos às perdas e danos sobre Cultura, Meio Ambiente e Saúde. No dia 27, a apresentação aconteceu no Centro de Convenções de Mariana e no dia 28 a Matriz de Danos foi apresentada aos atingidos na zona rural da cidade.

Enquanto as comunidades atingidas lutam para construir ferramentas que contribuam para que a reparação seja a mais justa possível, a Samarco, a Vale e a BHP recorrem na justiça da decisão que libera o recurso para pagar a Matriz das atingidas e atingidos de Mariana. 

A Matriz de Danos é uma lista de perdas e danos com os valores que as pessoas atingidas pela barragem de Fundão têm direito a receber. Ela deve ajudar as comunidades a cobrar das empresas e da Fundação Renova valores dignos de indenização. Diante disso, a Comissão de Atingidos pela Barragem de Fundão de Mariana organizou um abaixo assinado que será enviado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O objetivo é mostrar que a atitude das empresas é um ataque à luta por uma indenização justa.

Por Ellen Barros, comunicadora popular da Cáritas Regional Minas Gerais em Mariana.

 

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