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Economia Popular Solidária na transformação de realidades em Montes Claros

CRDH Norte promove oficina de EPS em conjuntos habitacionais de Montes Claros, buscando incentivar a geração de renda e a mobilização social dos moradores.

Os dois primeiros módulos da oficina “Economia Popular Solidária, Associativismo e Cooperativismo como Instrumentos de Transformação da Realidade Local” foram realizados no salão paroquial da comunidade São Miguel Arcanjo, localizado no conjunto habitacional Minas Gerais, em Montes Claros, nos dias 21 e 27 de agosto. A atividade é fruto do acompanhamento das demandas de violação de direitos dos conjuntos habitacionais Monte Sião I, II e IV, Minas Gerais e Recanto das Águas pelo Centro de Referência em Direitos Humanos – CRDH Norte.

A oficina tem como objetivo criar um espaço de formação voltado para a Economia Popular Solidária como uma prática alternativa de geração de renda e de mobilização coletiva do grupo de moradores. No primeiro módulo, as oficineiras Lourdes e Sofia apresentaram aos participantes, de forma lúdica, o conceito de Economia Popular Solidária e seus princípios. Nos trabalhos de grupo, os participantes puderam refletir e compartilhar quais as atividades gostariam de desenvolver coletivamente. Já no segundo módulo, as oficineiras esclareceram a importância do associativismo como forma de organização comunitária em prol da satisfação das necessidades coletivas e do alcance de objetivos comuns. Em seguida, o público se dividiu em grupos a fim de mapearem as atividades econômicas já realizadas nas comunidades e identificarem as suas potencialidades para a formação de grupos de produção. Participaram da atividade moradores e moradoras dos conjuntos habitacionais Monte Sião I, II e IV e Minas Gerais.

Durante as visitas aos residenciais para o acompanhamento da demanda relacionada ao transporte público de crianças e adolescentes, os agentes do CRDH Norte identificaram a falta de infraestrutura básica urbana, bem como alto índice de desemprego por parte dos moradores e das moradoras. Além disso, esses conjuntos habitacionais não possuem entidade representativa de moradores, tal como uma associação de bairro para representá-los legalmente, reivindicar o acesso e a efetividade de políticas públicas ou mesmo para acessar recursos para fins de desenvolver economicamente as iniciativas locais.

Por Júlia Veloso, coordenadora do CRDH Norte.

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