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Jovens de Medina discutem questões sociais através do Teatro do Oprimido

 

Primeira etapa do projeto “Formando Jovens na Mística e na Ação”, utiliza a metodologia do Teatro do Oprimido para trabalhar o lado artístico, social e político de jovens da cidade de Medina, no Vale do Jequitinhonha.

A Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, em parceria com a Cáritas Diocesana de Araçuaí, a Paróquia Santa Rita de Cássia e a Associação em Nome do Pai, realizaram no último dia 15, na Igreja São Cristóvão, cidade de Medina, a primeira etapa do processo de formação de jovens do projeto “Formando Jovens na Mística e na Ação”.

O encontro contou com a presença de aproximadamente 40 adolescentes e jovens da comunidade e foi assessorado pelo educador social Dimir Viana, que é multiplicador do Teatro do Oprimido. “Com o método do Teatro do Oprimido, que tem uma característica emancipatória, transformadora, a dinâmica ocorreu de maneira muito saudável com a participação de todos. A juventude daquele lugar tem as suas demandas, mas tem pouca acessibilidade”.

Dimir considera que o trabalho faz muito sentido para garantir a participação das pessoas na discussão dos seus problemas e vê potencialidade na iniciativa. “Pode-se trabalhar com a construção de algumas lideranças, com grupos de jovens que tenham interesse e disponibilidade, e que esse trabalho de um núcleo reverbere para os outros no sentido de uma ação política, participativa, abrindo espaço para uma discussão que os conduza a perceber aquilo que lhes é de direito”, aponta.

O projeto “Formando Jovens na Mística e na Ação” acontece em 3 etapas e faz parte das comemorações do centenário da Paróquia Santa Rita de Cássia. O padre José Willian Marques, explica que o projeto tem o objetivo de trabalhar a pessoa de maneira integral: “buscando valorizar a sua participação e a integração em busca de uma sociedade mais justa e fraterna”.

A proposta do projeto surgiu a partir de um mapeamento/diagnóstico realizado pelas lideranças de pastorais da paróquia sobre a realidade dos adolescentes e jovens que vivem na região. “É importante ofertar atividades educativas que os fortaleça nesse processo de formação para a vida adulta e que os livre do mundo do crime”, avalia Renata Siviero, assessora da Cáritas em Minas Gerais, que acompanha os projetos da temática Infância, Juventude e Adolescência.

O Teatro do Oprimido

Criado pelo dramaturgo, diretor e teórico Augusto Boal, em 1960, o Teatro do Oprimido é caracterizado como um método que utiliza de técnicas, exercícios e jogos teatrais para estimular a discussão e problematização de assuntos políticos, sociais, éticos e estéticos. Essa discussão é realizada de forma ativa para que a postura de praticantes e espectadores seja relevante diante de conflitos, objetivos, desejos e problemas aleatórios.

O Teatro do Oprimido é uma metodologia que trabalha o lado artístico, social e político de praticantes e espectadores. Através de técnicas utilizadas ao longo de sua realização, ele é capaz de ajudar as pessoas a desenvolver a desmistificação do seu corpo e mente, aprendendo a discutir sobre os mais variados assuntos e expor suas opiniões de forma única.

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