Notícias

Música traz o tema da devastação socioambiental no rio Paraopeba

Após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão da mineradora Vale, em janeiro deste ano, em Brumadinho, as pastorais do campo e organismos sociais fizeram a “Peregrinação Paraopeba/ São Francisco: rastros de um crime”.

Nesta caminhada, pudemos sentir a dor dos atingidos em Brumadinho. Na beira do Paraopeba, rio morto pela lama da Vale, a dor do Pataxós, dos sem terras que vivem no acampamento Terra Livre, do MST. Ainda pudemos percorrer todo o rio Paraopeba em meio a desinformação “programada”, dialogar com os moradores, ribeirinhos, pescadores, ambientalistas, camponeses e religiosos. Percorremos o Paraopeba até sua foz, no rio São Francisco.

Rio Vivo Povo Vivo. Rio Morto….

É incalculável o impacto do crime da Vale na natureza. É incalculável como o crime afeta a vida das pessoas, seja as que perderam seus filhos ou as que perderam “seu rio”.

Mesmo com quase 300 pessoas mortas. Um rio inteiro morto. As empresas não param. Impune, a Vale não parou de minerar. As outras empresas que exploram a terra na região não pararam. O maior trem do mundo segue seu itinerário.

Daí, surgiu a música Nada Vale. De minha autoria, com arranjo coletivo e produção da Guella Music e Nihil Estúdios (de Montes Claros), de forma independente, publicamos a canção que tenta trazer um pouco do que acontece nas terras arrasadas de Minas.

Alexandre Gonçalves é agente da Comissão Pastoral da Terra em Minas Gerais (CPT) e participou da “Peregrinação Paraopeba/ São Francisco: rastros de um crime”, com agentes da Cáritas Regional Minas Gerais, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras do Brasil e do Conselho Pastoral dos Pescadores. A caminhada realizada logo após o crime da Vale em Brumadinho, de 31 de janeiro a 4 de fevereiro, percorreu o trajeto da lama, em busca de ouvir as comunidades impactadas e denunciar os efeitos do rompimento da barragem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

.