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Quem tem direito de dizer sobre os seus direitos?

A autodeclaração para a participação no processo de cadastramento é uma das principais conquistas alcançadas pelos atingidos e atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

O princípio da autodeclaração para a participação no processo de cadastramento é uma das principais conquistas alcançadas pelo conjunto de atingidos desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A partir desse princípio entende-se que apenas quem foi vítima do crime pode dizer sobre as perdas e os danos que sofreu.

A autodeclaração garante que as pessoas se reconheçam como atingidas, palavra carregada de significado e que traz junto de si um histórico de resistência coletiva e conquistas. Junto ao termo “atingido” está a luta por reconhecimento de direitos que devem ser legitimamente garantidos nos processos de reparação das perdas e danos causados pelas barragens em geral.

No contexto das comunidades de Mariana, compreende-se que atingidas são todas as pessoas que tiveram suas vidas modificadas em função do rompimento da barragem de Fundão. A união destas pessoas que se reconhecem nesta condição de luta é fundamental. O coordenador do projeto da Cáritas Regional Minas Gerais, Márcio Lima, reforça “o central agora é os atingidos se manterem organizados, unidos e lutando por seus direitos”.

Por Ellen Barros e Suzane Pinheiro, do projeto da Cáritas Regional Minas Gerais de assessoria técnica aos atingidos e atingidas pela barragem em Mariana

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